Atendimento ocorre em Boa Vista e Rorainópolis durante Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas
Familiares de pessoas desaparecidas podem realizar gratuitamente a coleta de material genético em dois locais de Roraima durante a Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, que segue até sexta-feira (28).
Em Boa Vista, o atendimento é realizado no Instituto de Criminalística Perito Criminal Dimas Almeida, no bairro Liberdade. Já em Rorainópolis, a coleta ocorre no Núcleo Regional de Perícia Forense, localizado no bairro Pantanal.
A mobilização é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e conta com 342 postos de coleta distribuídos pelo país. Em Roraima, a ação é conduzida pela Polícia Civil, por meio dos setores responsáveis pela investigação e identificação de pessoas desaparecidas.
A coleta é destinada, principalmente, a familiares biológicos de primeiro grau. A prioridade é para pai e mãe da pessoa desaparecida. Em seguida, podem participar filhos biológicos, o outro genitor dos filhos e, posteriormente, irmãos biológicos.
Onde realizar a coleta em Roraima
Boa Vista
Instituto de Criminalística Perito Criminal Dimas Almeida
Rua José Pinheiro, nº 952, bairro Liberdade.
Rorainópolis
Núcleo Regional de Perícia Forense
Avenida Dra. Yandara, s/nº, bairro Pantanal.
O procedimento pode ser realizado mesmo quando o desaparecimento ocorreu em outro município ou Estado. Nessa situação, o familiar deve comunicar a informação à equipe responsável pelo atendimento.
Documentos e materiais necessários
Para fazer a coleta, é preciso apresentar um documento oficial de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência (BO), incluindo o número do registro, o Estado onde foi realizado e a delegacia responsável. A apresentação de uma cópia do BO é recomendada, mas não é obrigatória.
Familiares também podem levar objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, aparelho de barbear, dente de leite ou cordão umbilical. Os materiais serão analisados pela perícia para verificar se podem ser utilizados.
A coleta do DNA é realizada de maneira rápida e indolor, com um dispositivo semelhante a um cotonete, passado na parte interna da bochecha. Não há necessidade de coleta de sangue.
DNA auxilia na identificação
Após o procedimento, o perfil genético do familiar é inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). O material pode ser comparado com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas sem identificação ou de restos mortais cuja identidade ainda não tenha sido confirmada.
Também é possível realizar o cruzamento com registros existentes em outros Estados. Dessa forma, uma pessoa desaparecida em Roraima pode ser identificada por meio de um perfil cadastrado em outra unidade da Federação.
Segundo a Polícia Civil de Roraima, as investigações têm início assim que o desaparecimento é comunicado às autoridades. Não é necessário aguardar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa.
Além da análise genética, outros métodos periciais podem ser utilizados para auxiliar na identificação, entre eles a comparação de impressões digitais e a análise da arcada dentária, dependendo das características de cada caso e dos materiais disponíveis.
Coleta continuará após o fim da campanha
Apesar de a mobilização nacional terminar em 28 de agosto, a coleta de material genético de familiares não ficará restrita ao período da campanha. Pessoas que ainda não realizaram o procedimento poderão buscar atendimento posteriormente em um posto especializado.
Quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir o procedimento, conforme as orientações da mobilização.
Quando uma pessoa desaparecida é identificada, um laudo oficial é elaborado e encaminhado à delegacia responsável pela investigação. A família é comunicada pelas autoridades e recebe as orientações necessárias sobre os procedimentos seguintes.




