Eleições de 2026 devem mudar composição do Senado a partir de 2027

Dos 54 senadores que terão os mandatos em disputa, 22 não tentarão permanecer como titulares da Casa

As eleições de outubro devem provocar mudanças na composição do Senado Federal a partir de 2027. Das 54 cadeiras que estarão em disputa em 2026, 22 dos atuais ocupantes decidiram não concorrer à reeleição como titulares. Outros 32 senadores disputarão novamente o cargo e poderão permanecer na Casa caso sejam eleitos.

Entre os 22 parlamentares que não tentarão continuar como titulares, 13 não disputarão nenhum cargo nas eleições deste ano. Os outros nove estarão nas urnas, mas escolheram concorrer a outras funções ou participar das chapas ao Senado na condição de suplentes.

Dos 13 que não disputarão cargos, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes. Como não terão candidaturas nas eleições, esses parlamentares deixarão as respectivas cadeiras ao final da atual legislatura, independentemente do resultado das urnas.

Senadores que disputarão outros cargos

Entre os parlamentares que decidiram concorrer a outras funções, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República, enquanto Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia.

Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem a vagas na Câmara dos Deputados. Já Mara Gabrilli (PSD-SP) disputa uma cadeira de deputada estadual.

Outros quatro senadores que atualmente ocupam cadeiras em disputa participarão das eleições como primeiros suplentes de candidatos ao Senado.

Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o mandato como primeira suplente, concorre novamente nessa condição na chapa de Marina JHC. Também estão nessa situação Nelsinho Trad (PSD-MS), Jader Barbalho (MDB-PA) e Daniella Ribeiro (PP-PB), que atualmente são titulares e disputarão a primeira suplência nas chapas de Reinaldo Azambuja, Helder Barbalho e Nabor Wanderley, respectivamente.

Sete ocupantes são suplentes

Dos 54 atuais ocupantes das cadeiras que serão renovadas, sete exercem o mandato na condição de suplentes.

Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação Sargento Reginauro (PSDB-CE), Fernando Dueire (PSD-PE), Carlos Portinho (PL-RJ), Roberta Acioly (Republicanos-RR), Ivete da Silveira (MDB-SC) e Giordano (Podemos-SP).

Entre esses sete parlamentares, quatro não disputarão nenhum cargo nas eleições, dois concorrerão a outras posições e Carlos Portinho tentará permanecer no Senado.

Três estados terão dois novos senadores

São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras que estarão em disputa nas eleições de 2026. Nesses três estados, nenhum dos atuais ocupantes continuará como titular das vagas a partir de 2027.

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores que atualmente ocupam as cadeiras em disputa decidiram não concorrer. Em São Paulo, Giordano não participará das eleições, enquanto Mara Gabrilli optou pela candidatura ao cargo de deputada estadual.

Dessa forma, independentemente dos resultados das urnas, as duas cadeiras que serão renovadas em cada um dos três estados terão novos titulares a partir de 2027.

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