Justiça revoga últimas prisões da Operação Mantus e investigados vão responder em liberdade

A Justiça de Roraima revogou as últimas prisões preventivas relacionadas à Operação Mantus, investigação conduzida pela Polícia Civil de Roraima para apurar suspeitas de exploração de jogos de azar ilegais, lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor envolvendo influenciadores digitais.

Com a decisão, os investigados Dione dos Santos da Silva e Gildázio Sobrinho Santos Cardozo, que ainda permaneciam presos, deverão deixar a prisão mediante cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

A Operação Mantus foi deflagrada no dia 27 de abril pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC). As investigações apontam que o grupo utilizava redes sociais para divulgar plataformas ilegais de apostas online conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”, atraindo seguidores com promessas de lucro fácil.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Roraima e em Goiás. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de valores milionários em contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados, além do sequestro de bens móveis e imóveis.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em um período de dois anos, valor considerado incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.

A decisão que substituiu as prisões foi assinada pela juíza Daniela Schirato, da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas de Boa Vista, após manifestação do Ministério Público favorável à adoção de medidas cautelares.

Entre as determinações impostas aos investigados estão o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair da comarca sem autorização judicial, recolhimento domiciliar no período noturno, comparecimento mensal à Justiça e proibição de utilizar redes sociais para divulgar jogos de azar.

A magistrada também proibiu a criação de novos perfis em plataformas digitais até o encerramento da instrução processual.

A medida beneficia ainda outros investigados que já haviam obtido liberdade anteriormente mediante cumprimento de medidas cautelares.

A defesa de parte dos investigados afirmou que aguarda a produção de provas técnicas para contestar as acusações investigadas no processo.

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