O soldado da Polícia Militar de Roraima, identificado pelas iniciais C.L.P., de 39 anos, foi preso nesta quarta-feira (13) após atirar contra o carro da própria esposa no bairro Liberdade, em Boa Vista.
Segundo informações da Polícia Militar, o caso ocorreu por volta das 14h30. A corporação informou ainda que o policial resistiu à prisão e ameaçou agentes durante a ocorrência.
De acordo com o relato da vítima, de 49 anos, ela encontrou o marido em um bar acompanhado de outra mulher. Após a situação, a esposa pediu que ele retirasse os pertences da residência onde moravam.
Ainda conforme a ocorrência, o policial quebrou um copo, feriu a própria mão e, em seguida, sacou uma pistola da corporação, efetuando diversos disparos contra o veículo da mulher. No momento dos tiros, ela estava fora do carro e não ficou ferida.
Após o ataque, o suspeito fugiu para a praia do Caçari, às margens do Rio Branco, acompanhado da mulher apontada como namorada dele.
Durante as buscas, a Polícia Militar recebeu denúncias de que o homem estaria ameaçando banhistas na região. Equipes da Força Tática conseguiram recolher a arma do policial sem que ele percebesse.
Ao ser informado de que era procurado por atirar contra o carro da esposa, o soldado teria feito ameaças aos policiais.
Segundo a PM, ele afirmou que, caso tivesse encontrado equipes da Força Tática armado com uma espingarda calibre 12, teria confrontado os agentes. Ainda conforme a corporação, ele também declarou que “levaria pelo menos um” dos policiais em um eventual confronto.
Após as ameaças, o suspeito pulou no Rio Branco e tentou fugir novamente. Com apoio de banhistas em jet skis, os policiais acompanharam a movimentação.
O homem foi localizado escondido em uma área de mata após cerca de 500 metros de buscas. A Polícia Militar informou que ele resistiu à prisão e precisou ser imobilizado e algemado.
Ainda segundo os agentes, durante a espera por uma embarcação, o policial voltou a ameaçar a equipe com frases como “vocês vão pagar por isso” e “isso não vai ficar assim”.
O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes. Até o momento, a defesa do policial não foi localizada.




