Um homem identificado como Emilio Aristides Sinfontes Guaiquirian, de 49 anos, morreu nesta sexta-feira, 22, no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, após sofrer traumatismo craniano durante uma confusão envolvendo a ex-companheira.
A vítima estava internada desde o início da semana em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O caso agora será investigado pela Polícia Civil de Roraima, já que duas versões diferentes foram apresentadas à polícia.
A versão do filho
Segundo boletim registrado pelo filho da vítima, a ex-companheira de Emilio teria o agredido com vários golpes na cabeça durante a madrugada do dia 18. Um homem identificado como funcionário e vizinho da mulher também teria participado das agressões.
Ainda conforme o relato, Emilio foi socorrido inconsciente e levado ao HGR em estado grave. Apesar do atendimento médico, o quadro neurológico evoluiu e ele não resistiu.
O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), que apontou traumatismo craniano e trauma contuso como causas da morte.
A versão da ex-companheira
No mesmo dia da ocorrência, a ex-companheira também procurou a delegacia para denunciar Emilio por violência doméstica.
De acordo com o depoimento dela, os dois mantiveram relacionamento por cinco anos e estavam separados havia cerca de 15 dias. Ela afirmou que ambos consumiam bebida alcoólica em um restaurante localizado em frente à rodoviária de Boa Vista quando iniciaram uma discussão.
Segundo o relato, Emilio insistia em permanecer em um quarto da ex-companheira e, após ter o pedido negado, passou a ofendê-la e agredi-la fisicamente com socos, puxões de cabelo e enforcamentos.
A mulher afirmou ainda que pessoas que passavam pelo local intervieram para separar a briga. Durante a contenção, Emilio teria caído, batido a cabeça no chão e sofrido uma convulsão, sendo socorrido por populares.
Ela informou também que a vítima havia tido meningite há cerca de um ano e sofria de convulsões frequentes, necessitando de medicação contínua. Após registrar a ocorrência, a mulher solicitou medida protetiva de urgência.
A Polícia Civil ficará responsável por investigar as circunstâncias da morte e apurar eventuais responsabilidades no caso.




