Governo amplia equipes de combate a incêndios florestais com novas contratações

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis autorizou a contratação de brigadas federais temporárias para atuar na prevenção e no combate aos incêndios florestais em diversas regiões do país. A medida foi oficializada na última quarta-feira, 15, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

As contratações serão realizadas pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que ampliará sua atuação em dezenas de municípios distribuídos por vários estados, incluindo Roraima. As equipes serão formadas conforme a necessidade local, com brigadistas, chefes de esquadrão e chefes de brigada.

No âmbito estadual, também estão previstas contratações de agentes federais de informação, brigadistas especializados e supervisores, que irão reforçar as coordenações do programa. Em nível nacional, haverá ainda supervisores federais atuando nas áreas de prevenção, monitoramento, logística e operações.

Criado em 1989, o Prevfogo se consolidou como referência no enfrentamento aos incêndios florestais no Brasil, atuando tanto no combate direto quanto em ações de prevenção e manejo integrado do fogo.

Nos últimos anos, o Ibama ampliou significativamente sua capacidade operacional. O número de brigadistas passou de pouco mais de 2,1 mil em 2023 para cerca de 2,6 mil em 2025. Atualmente, o país conta com mais de uma centena de brigadas distribuídas em áreas estratégicas.

Entre 2023 e 2025, foram atendidas mais de 6 mil ocorrências de incêndios em todo o território nacional, com atuação em mais de 59 milhões de hectares.

Para 2026, a previsão é de contratação de 123 brigadas federais, totalizando cerca de 2.607 brigadistas. A maior parte das vagas será temporária, com contratos de até seis meses, além de posições com duração de um a dois anos.

Os salários variam entre 3 mil e 10 mil reais, dependendo da função. O investimento previsto para este ano é de aproximadamente 85 milhões de reais.

As contratações emergenciais serão feitas diretamente nas regiões de atuação, por meio de seleção local, o que deve garantir mais agilidade no reforço das equipes em áreas com maior risco de incêndios.

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