EUA apontam Maduro e Cilia Flores como envolvidos em narcotráfico e terrorismo

Casal permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, enquanto responde a acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas

A Justiça dos Estados Unidos agendou uma nova audiência para o dia 17 de março, que se concentra no processo envolvendo Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que se encontram atualmente sob custódia em Nova York. Durante essa sessão, ambos deverão comparecer e prestar depoimento diante de um tribunal federal localizado em Manhattan.

Conforme informado pelo Departamento de Justiça dos EUA, o casal será formalmente acusado de uma série de crimes considerados extremamente graves, os quais estão relacionados ao narcotráfico e ao uso de armamento pesado.

Acusações contra Maduro e Cilia Flores
De acordo com as autoridades americanas, as acusações que recaem sobre eles incluem:

  • Conspiração para o narcoterrorismo, envolvendo o uso do tráfico de drogas como instrumento de financiamento de ações criminosas;
  • Conspiração para o tráfico internacional de cocaína, com destino aos Estados Unidos e outros países;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, considerados armamentos de uso restrito;
  • Conspiração para posse de metralhadoras, com a finalidade de apoiar atividades do narcotráfico.

Transferência para o Tribunal Federal

Para participar da audiência, Nicolás Maduro será transferido sob rigorosa escolta do Centro de Detenção Metropolitano (MDC), localizado no Brooklyn, até o tribunal federal em Manhattan. A distância entre a prisão e o tribunal é de aproximadamente oito quilômetros, um trajeto que será realizado com um forte esquema de segurança, dada a notoriedade do detido.

Detenção de Maduro e Cilia Flores

Atualmente, Maduro se encontra em uma cela do MDC, onde permanecerá detido enquanto enfrenta as acusações que foram apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. Sua esposa, Cilia Flores, também está presa no mesmo complexo. O MDC, situado no bairro do Brooklyn, é uma imponente construção de concreto e aço, com múltiplos andares, que fica a poucos metros do porto de Nova York e a cerca de cinco quilômetros de pontos turísticos icônicos, como a Quinta Avenida e o Central Park.

Inaugurado no início da década de 1990, o centro de detenção foi criado com o objetivo de aliviar a superlotação carcerária da cidade. O edifício ocupa uma área que antes abrigava instalações de armazenamento e distribuição de mercadorias relacionadas ao terminal marítimo.

De acordo com o Departamento Federal de Prisões (BOP), o MDC acolhe detentos de ambos os sexos que estão aguardando julgamento nos tribunais federais de Manhattan e do Brooklyn, além de aqueles que foram condenados a penas de curta duração.

Histórico de Detentos Notáveis

O MDC é amplamente reconhecido por ter abrigado detentos de alto perfil. O ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, passou mais de três anos no local antes de ser transferido em junho passado, após ser condenado a 45 anos de prisão por narcotráfico. Recentemente, ele recebeu um indulto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Outros nomes notáveis que passaram pelo complexo incluem Joaquín “El Chapo” Guzmán, um dos mais infames narcotraficantes do mundo. Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes do cartel mexicano de Sinaloa, continua preso no MDC, aguardando seu julgamento.

Além disso, o MDC já acolheu figuras célebres como o mafioso John Gotti, membros da Al Qaeda detidos após os ataques de 11 de setembro de 2001, e o rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs, que ficou alguns meses no MDC antes de ser transferido para uma prisão em Nova Jersey.

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