Menina estava em casa após um longo período de internação e teve uma intercorrência nesta quarta-feira (30)
Elis Lima Carneiro, de cinco anos, uma das gêmeas de Roraima diagnosticadas com síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progéria, morreu nesta quarta-feira (30), em Boa Vista.
A condição é uma doença genética rara que provoca sinais de envelhecimento acelerado ainda durante a infância. A morte de Elis foi comunicada pelo irmão, Guilherme, nas redes sociais.
Elis teve uma intercorrência em casa
A menina havia retornado para casa após passar por um longo período de internação. Nesta quarta-feira, ela apresentou uma intercorrência e evoluiu para um choque séptico de origem pulmonar, quadro conhecido popularmente como infecção generalizada.
Segundo Guilherme, a família prestou assistência à criança, mas ela não resistiu.
A história de Elis e da irmã, Eloá, ganhou repercussão nacional nos últimos anos. A família passou a compartilhar a rotina das meninas e os desafios enfrentados após o diagnóstico da síndrome.
O perfil das gêmeas nas redes sociais reúne mais de 1,3 milhão de seguidores.
Diagnóstico ainda nos primeiros meses de vida
Elis e Eloá foram diagnosticadas quando tinham aproximadamente cinco meses de idade. A família procurou atendimento médico depois de perceber alterações ainda nos primeiros meses de vida das meninas.
As duas eram consideradas as únicas gêmeas no mundo diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford, condição rara que provoca envelhecimento precoce e pode afetar o desenvolvimento infantil.
Vida ao lado da irmã
Durante os cinco anos de vida, Elis compartilhou diversos momentos ao lado de Eloá. A menina era descrita pela família como ativa, inteligente e brincalhona.
Mesmo diante das limitações relacionadas à síndrome, ela participava de brincadeiras e vivia momentos de diversão ao lado da irmã.
Para Guilherme, a história de Elis vai muito além dos últimos momentos de vida. Segundo ele, a menina deixou ensinamentos para toda a família e contribuiu para ampliar a visibilidade das doenças raras.
A família também destaca o carinho e a parceria entre as irmãs ao longo dos cinco anos.
Família destaca legado de Elis
Ao falar sobre a trajetória da irmã, Guilherme ressaltou os ensinamentos deixados por Elis e afirmou que a menina marcou a vida de muitas pessoas.
A família também considera que a história da criança ajudou a chamar atenção para as doenças raras e para a realidade de famílias que convivem com condições genéticas pouco conhecidas.
A despedida de Elis é marcada pelo reconhecimento da importância que ela teve para familiares e para milhares de pessoas que acompanharam sua trajetória nas redes sociais.




