Mesmo falando em renúncia e sucessão, o futuro político de Denarium depende diretamente do desfecho no TSE que pode deixa-lo inelegível
Renúncia
O governador Antonio Denarium levantou novas especulações sobre seu interesse em concorrer a uma vaga no Senado. Para que isso aconteça, ele precisaria renunciar ao cargo pelo menos seis meses antes da eleição. Em uma coletiva de imprensa realizada ontem, Denarium não mencionou datas específicas, mas expressou sua intenção de deixar o governo entre março e abril, o que abriria espaço para que o vice-governador Edilson Damião assumisse a liderança do Executivo.
Cenário
Entretanto, ao delinear esse cenário político, Denarium ignora um aspecto crucial: ele ainda enfrenta um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico. Esse processo pode resultar em sua inelegibilidade, o que colocaria em dúvida qualquer plano eleitoral para 2026. Assim, mesmo que ele discorra sobre renúncia e sucessão, seu futuro político está intimamente ligado ao desfecho no TSE, que avança lentamente. Até que haja uma resolução, qualquer movimentação em direção ao Senado permanece apenas no âmbito das especulações.
Trânsito
Os dados sobre a violência no trânsito em Roraima evidenciam a gravidade da imprudência. Entre janeiro e outubro de 2025, 148 pessoas perderam a vida em acidentes no estado, representando um aumento alarmante de 23,3% em comparação ao mesmo período de 2024. Esses números são diretamente atribuídos a fatores como excesso de velocidade, consumo de álcool e desrespeito às leis de trânsito, frequentemente associados a uma combinação de direção perigosa e irresponsável.
Tensão
A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela ganhou um novo capítulo. Durante uma audiência de custódia realizada na tarde de ontem, Nicolás Maduro declarou-se inocente e reafirmou seu papel como presidente do país vizinho. Por sua vez, China e Rússia, aliados da Venezuela, criticaram o ataque militar norte-americano, classificando a ação como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional. Esse cenário gera incertezas tanto dentro quanto fora da Venezuela, com registros de mobilização de apoiadores do governo e de setores da oposição. Além disso, há preocupações entre os países vizinhos quanto aos possíveis impactos econômicos e migratórios, especialmente em Roraima, um estado fronteiriço.


