Mudanças no governo encerram ciclo da família de Hiran em cargos estratégicos

A saída da família do senador Hiran Gonçalves dos cargos de alto escalão do Governo de Roraima encerra um ciclo de quase duas gestões consecutivas de presença no primeiro escalão estadual. Esposa, cunhado e filho do parlamentar deixaram funções estratégicas ocupadas durante a administração do ex-governador Antonio Denarium.

A primeira baixa foi a de Gerlane Baccarin, esposa do senador, que deixou em abril o comando da Serbras, em Brasília. A saída ocorreu dentro do prazo de desincompatibilização exigido para quem pretende disputar as eleições de outubro. Nos bastidores, a movimentação é vista como parte da articulação política de Hiran para tentar viabilizar o nome da esposa como candidata a vice em alguma chapa majoritária. O salário dela era de aproximadamente R$ 30 mil.

Outra exoneração ocorreu após a posse interina do deputado estadual Soldado Sampaio no comando do Executivo estadual. Juliano Baccarin, cunhado de Hiran e então secretário de Administração, pediu exoneração do cargo. Durante a gestão Denarium, ele também recebia salário em torno de R$ 30 mil.

O último integrante da família a deixar o governo foi o filho do senador, Hiran Gonçalves Júnior, conhecido como “Hiranzinho”. Ele ocupava função no Instituto de Modernização, órgão ligado à Segad, com remuneração de cerca de R$ 24 mil.

Com as saídas, a família do senador deixa de ocupar cargos estratégicos que manteve durante praticamente toda a administração de Denarium, em meio às mudanças políticas e administrativas no cenário estadual.

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