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Presidente e Diretor do Iteraima se tornam investigados por Grilagem de Terras e Manipulação de Documentos

A presidente do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima), Dilma Lindalva Pereira da Costa, e o diretor de Governança Fundiária, João Sílvio Silva, foram transformados de testemunhas em investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem de Terras, após indícios de envolvimento em obstrução das investigações e contradições nos depoimentos. A mudança ocorreu durante a oitava reunião da CPI, que investiga a grilagem de terras na Gleba Baliza, entre os municípios de São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Caroebe. A comissão apontou suspeitas de que Dilma teria tentado alterar documentos e interferir em processos relacionados ao filho do governador.

O presidente da CPI, deputado Jorge Everton, solicitou o afastamento imediato de Dilma, alegando que ela teria ajudado organizações criminosas e tentado manipular processos para favorecer pessoas próximas ao governador. A comissão também requisitou documentos relacionados à regularização fundiária e ameaçou buscar e apreender os materiais caso não fossem entregues. Durante as oitivas, surgiram evidências de que Autorizações de Ocupação (AOs) foram concedidas a pessoas fora do estado, e títulos de terra foram emitidos para familiares e aliados políticos do governador.

Além disso, a CPI criticou a atuação do diretor João Sílvio Silva, que, apesar de não ter formação técnica para o cargo, alterou laudos e documentos emitidos por especialistas do Iteraima. Dilma, por sua vez, se defendeu alegando que sempre atuou de forma técnica e imparcial. No entanto, a comissão apontou que a concessão irregular de títulos de terra e a manipulação de processos indicam favorecimento político e tentativa de encobrir irregularidades.

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