Polícia Civil identifica cinco suspeitos de roubo a residência no Jardim Tropical

Crime ocorreu em junho, na zona oeste de Boa Vista. Dois investigados estão presos preventivamente, um é considerado foragido e os celulares roubados foram recuperados e entregues às vítimas.

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) identificou cinco suspeitos de envolvimento em um roubo à mão armada ocorrido no dia 29 de junho, em uma residência no bairro Jardim Tropical, zona oeste de Boa Vista. Dois investigados estão presos preventivamente, um permanece foragido e os dois aparelhos celulares levados durante o crime foram recuperados e devolvidos às vítimas.

Segundo as investigações, o assalto aconteceu por volta das 19h30, quando duas pessoas chegavam em casa e foram abordadas por dois homens armados, que estavam com os rostos parcialmente cobertos. Os suspeitos anunciaram o roubo e levaram um cordão de ouro de aproximadamente 14 gramas, um iPhone 17 Pro Max e um iPhone 13.

De acordo com o delegado titular do 2º Distrito Policial, Vinícius do Vale, os levantamentos indicaram que o crime teria sido planejado antecipadamente. A investigação apontou que informações sobre a rotina e os deslocamentos de uma das vítimas teriam sido repassadas aos envolvidos.

Cinco pessoas foram investigadas

A Polícia Civil identificou M.S.B., de 28 anos, e T.A.R., também de 28 anos, como suspeitos de executar o assalto. F.C.G. confessou participação e afirmou ter prestado apoio à ação criminosa.

Outra investigada, T.P.S.L., de 30 anos, é suspeita de fornecer informações sobre uma das vítimas e intermediar a venda dos celulares roubados. Já F.F.R.R., proprietário de uma assistência técnica, foi indiciado por suspeita de receptação qualificada.

M.S.B. e F.C.G. estão presos preventivamente, enquanto T.A.R. permanece foragido. Conforme a investigação, M.S.B. teria planejado e participado da execução do crime enquanto cumpria pena em regime de prisão albergue domiciliar.

Durante o interrogatório, M.S.B. negou envolvimento no roubo e declarou não conhecer os demais investigados.

F.C.G., por outro lado, admitiu participação e relatou que teria sido convidado por M.S.B. para integrar a ação. Segundo seu depoimento, ele foi ao local acompanhado de M.S.B. e T.A.R., mas permaneceu do lado de fora da residência durante o assalto.

O investigado também afirmou ter recebido R$ 500 como parte da divisão dos valores obtidos com o crime. Ainda conforme o relato, o cordão de ouro teria sido vendido por T.A.R.

Investigação analisou monitoramento eletrônico

As diligências também incluíram informações fornecidas pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) sobre o monitoramento eletrônico de um dos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os registros identificaram uma irregularidade relacionada ao envelopamento da tornozeleira eletrônica no período em que o roubo aconteceu.

A mulher identificada como T.P.S.L. é suspeita de ter repassado informações sobre a rotina de uma das vítimas, de quem seria amiga, e de ter recebido os aparelhos celulares após o crime para intermediar a comercialização.

Em depoimento, ela negou ter participado voluntariamente da ação e alegou sofrer ameaças de morte de um dos investigados. Segundo sua versão, ele exigia que ela indicasse possíveis vítimas. A declaração foi confrontada com os demais elementos reunidos durante a investigação.

Celulares foram comercializados em assistência técnica

No decorrer das apurações, a Polícia Civil identificou que os dois celulares roubados foram vendidos a uma assistência técnica. O proprietário do estabelecimento, F.F.R.R., foi indiciado por suspeita de receptação qualificada, crime relacionado à aquisição ou comercialização de produtos de origem criminosa no exercício de atividade comercial.

Em depoimento, o comerciante afirmou ter comprado os aparelhos de T.P.S.L. por R$ 300, no caso do iPhone 13, e por R$ 1,2 mil, pelo iPhone 17 Pro Max. Os pagamentos teriam sido realizados por meio de transferências via Pix.

Segundo o proprietário, a mulher informou que os celulares haviam sido retomados de uma cliente inadimplente. Ele declarou ainda que consultou os números de identificação dos aparelhos e os sistemas da Apple antes de concluir a compra, sem identificar restrições.

O comerciante afirmou que só tomou conhecimento da possível origem criminosa dos dispositivos após ser procurado pela polícia. Ele também informou que entregou os aparelhos espontaneamente às autoridades.

Imagens das câmeras de segurança da assistência técnica, conversas relacionadas à negociação e outros registros foram analisados pelos investigadores. Os dois celulares foram recuperados e devolvidos às vítimas.

Inquérito reuniu depoimentos e provas

De acordo com o delegado Vinícius do Vale, a investigação reuniu depoimentos das vítimas e de testemunhas, interrogatórios dos suspeitos, registros de monitoramento eletrônico, imagens de câmeras de segurança e conversas relacionadas à comercialização dos aparelhos.

O conjunto de informações obtidas durante as diligências subsidiou o indiciamento dos cinco investigados e as medidas judiciais adotadas no caso.

As investigações apontaram diferentes formas de participação no crime, desde a suspeita de execução do assalto até o possível repasse de informações sobre a vítima e a comercialização dos objetos roubados.

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