Mulher assassinada em clínica havia registrado denúncia contra ex-marido

Telma foi morta na manhã desta quarta-feira, 16

Telma de Mello Faria, de 36 anos, relatou agressões, ameaças de morte e violência psicológica em boletim registrado nove dias antes do crime

Telma de Mello Faria, de 36 anos, assassinada a tiros na manhã desta quarta-feira (16) dentro de uma clínica no bairro Mecejana, em Boa Vista, havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-marido no dia 7 de setembro.

No documento, a mulher relatou agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica. O principal suspeito do assassinato é o ex-marido da vítima.

Denúncia ocorreu antes do crime

Segundo o boletim de ocorrência, Telma havia se separado de Diego de Souza cerca de 15 dias antes do registro, mas os dois teriam retomado o relacionamento posteriormente.

Após a reconciliação, conforme o relato apresentado à polícia, o homem teria acessado o celular da vítima e recuperado vídeos que haviam sido apagados. As imagens seriam de uma festa ocorrida durante o período em que o casal estava separado.

Ainda segundo o documento, ao visualizar os vídeos, Diego teria ficado alterado e agredido fisicamente e ofendido a mulher.

Vítima relatou ameaças

O boletim também registra que, durante o episódio, o celular da vítima teria sido quebrado e o homem teria feito ameaças de morte.

Telma informou às autoridades que temia pela própria integridade e pela vida. Na ocasião, manifestou interesse na adoção de medidas legais, incluindo medidas protetivas de urgência.

Informação sobre compra de munição

A reportagem também recebeu a informação de que, na terça-feira (15), um familiar de Diego teria comunicado à vítima que ele havia comprado munição.

A informação será considerada no decorrer da investigação, que busca esclarecer as circunstâncias do assassinato e localizar o principal suspeito.

Telma foi morta dentro da clínica na manhã desta quarta-feira. Uma equipe do SAMU foi acionada, mas ela já estava sem vida quando o atendimento chegou ao local. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

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