Investigado, Regys Freitas nega irregularidades e questiona prisão preventiva

O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Freitas, divulgou nesta sexta-feira (13) uma nota pública em resposta ao pedido de prisão preventiva apresentado contra ele. A solicitação do Ministério Público tem como base declarações do atual reitor da instituição, Cláudio Travassos, que afirmou haver indícios de tentativa de mascaramento de suposto superfaturamento em contratos antigos.

No posicionamento, Freitas afirma que decidiu se manifestar diante da repercussão do caso e dos impactos pessoais e institucionais gerados pelas acusações. Ele declara que os esclarecimentos são prestados com transparência e que permanece à disposição da Justiça.

O ex-gestor nega irregularidades relacionadas à suposta alteração de dados no Sistema Integrado de Planejamento e Finanças, FIPLAN, mencionada no pedido de prisão. Segundo ele, os exercícios financeiros citados, referentes ao período de 2016 a 2022, já estariam encerrados, auditados e com prestações de contas apresentadas ao Tribunal de Contas, o que, de acordo com sua versão, impediria qualquer modificação posterior. Freitas sustenta ainda que o sistema é rastreável e permite identificar acessos e eventuais alterações.

Ele também argumenta que, desde janeiro de 2024, quando deixou o cargo de reitor, não possui mais acesso administrativo à universidade, incluindo senhas ou vínculo com setores estratégicos. Acrescenta que está afastado de funções acadêmicas por decisão judicial e que a gestão do sistema financeiro é de responsabilidade exclusiva da atual administração.

Na nota, Freitas contesta as declarações do atual reitor, afirmando que seriam isoladas e divergentes de outros depoimentos colhidos no inquérito policial. Segundo ele, as credenciais de movimentação no FIPLAN pertencem à gestão atual.

O ex-reitor menciona ainda que, conforme publicações no Diário Oficial do Estado, em outubro de 2025 a atual administração teria anulado mais de R$ 4 milhões destinados ao pagamento de serviços de uma empresa terceirizada sob investigação. No mês seguinte, segundo ele, houve o repasse de mais de R$ 1,1 milhão a uma organização da sociedade civil, o Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social, IBRAS, entidade que afirma estar sob apuração de órgãos de controle.

Freitas declara confiar na atuação do Judiciário para o esclarecimento dos fatos e informa que medidas legais já estariam sendo adotadas em relação ao que classifica como acusações infundadas. Ele reafirma que colaborará com as investigações e que acredita no devido processo legal para a apuração do caso.

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