Campanhas investem em canais no WhatsApp, vídeos e plataformas de monitoramento para aumentar o alcance de publicações e mobilizar apoiadores na disputa pela Presidência da República.
A disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também se intensificou no ambiente digital. Durante o segundo turno, aliados dos dois candidatos passaram a ampliar as estratégias nas redes sociais, com ações voltadas à divulgação de conteúdos, à mobilização de apoiadores e à conquista de votos, principalmente por meio do WhatsApp.
Entre as iniciativas está o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede). A ferramenta chegou a reunir mais de quatro milhões de pessoas e foi organizada após o resultado do primeiro turno, com a proposta de coordenar a circulação de materiais favoráveis ao candidato petista.
O canal, entretanto, foi retirado do ar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por descumprimento de regras da Justiça Eleitoral. Janones manifestou a expectativa de retomar a iniciativa após o registro oficial da campanha de Lula. Na manhã desta terça-feira (14), a ferramenta aparecia fechada para usuários no Brasil.
Canais no WhatsApp concentram mobilização
Enquanto a situação do canal criado por Janones permanece indefinida, apoiadores de Lula utilizam o canal oficial do presidente no WhatsApp, que reúne aproximadamente 1,5 milhão de seguidores.
A estratégia envolve a divulgação de materiais da campanha e orientações para que os participantes compartilhem as publicações, contribuindo para ampliar a circulação das mensagens nas plataformas digitais.
No campo do PL, a mobilização ocorre por meio da “Tropa do Flávio”, canal que conta com cerca de 1,6 milhão de inscritos. O espaço reúne vídeos de Flávio Bolsonaro, trechos de propostas e publicações com críticas ao presidente Lula.
As iniciativas demonstram a importância dos aplicativos de mensagens na comunicação política, especialmente pela possibilidade de distribuir conteúdos diretamente aos apoiadores e estimular o compartilhamento das publicações.
Plataforma acompanha atuação de aliados de Flávio Bolsonaro
Além dos canais de mensagens, o PL utiliza uma ferramenta digital chamada “Flaviômetro”, desenvolvida para acompanhar a participação de políticos e apoiadores na campanha de Flávio Bolsonaro.
Disponível na internet desde 8 de outubro, a plataforma monitora publicações de parlamentares eleitos para o Congresso em 2027, senadores que já exercem mandato e 512 prefeitos.
O sistema organiza um ranking considerando critérios como menções ao candidato, pedidos de voto e quantidade de vídeos publicados. Conteúdos que abordam exclusivamente Lula ou o PT não são contabilizados.
Na classificação divulgada na manhã desta terça-feira (14), o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) ocupava a primeira posição. Em seguida, apareciam o senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Estratégias digitais ganham espaço na campanha
A ampliação dessas iniciativas evidencia o papel das redes sociais na disputa eleitoral. Além das propostas de governo e das atividades presenciais, as campanhas buscam fortalecer a presença digital, estimular a participação de apoiadores e aumentar o alcance das mensagens divulgadas.
Nesse cenário, canais de comunicação, vídeos e ferramentas de acompanhamento do engajamento passaram a integrar as estratégias utilizadas pelos grupos políticos durante o segundo turno das eleições presidenciais.




