foi Equipes do Ministério Público de Roraima (MPRR) e do Ministério Público Federal (MPF) realizaram, na manhã desta segunda-feira (6), uma visita de fiscalização às obras da Cadeia Pública Masculina de Monte Cristo, em Boa Vista. A inspeção teve como objetivo acompanhar o andamento da construção e verificar o cumprimento do compromisso assumido pelo Governo de Roraima de concluir a unidade ainda em 2026.
O novo estabelecimento prisional está sendo construído em uma área próxima à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) e foi projetado para funcionar em regime de segurança máxima, com capacidade para receber 286 detentos.
As obras tiveram início em 2018, mas enfrentaram sucessivas paralisações e alterações no cronograma de execução. Segundo o Ministério Público, aproximadamente 65,09% da construção já foi concluída.
De acordo com o promotor de Justiça da Vara de Execuções Penais, Raphael Talles Pereira, a conclusão da unidade é considerada prioridade por contribuir para a redução da superlotação no sistema prisisional e para uma melhor distribuição da população carcerária no Estado.
Durante a vistoria, representantes do MPRR e do MPF foram acompanhados por funcionários da empresa responsável pela execução da obra, que apresentaram informações sobre o estágio atual dos trabalhos.

O procurador da República Mateus Cavalcanti afirmou que a fiscalização permite acompanhar o cumprimento do compromisso firmado pelo Estado e reforçou a importância da ampliação de vagas no sistema penitenciário.
Segundo ele, além de representar um avanço para a segurança pública, a conclusão da unidade também é necessária para garantir melhores condições à população privada de liberdade e assegurar a correta aplicação dos recursos públicos investidos na obra.
Conforme informações apresentadas durante a fiscalização, o custo total da construção deverá chegar a aproximadamente R$ 26 milhões, considerando os valores já pagos e os recursos ainda previstos para a conclusão do projeto. Os atrasos registrados ao longo dos últimos anos resultaram em um acréscimo estimado de R$ 7 milhões em relação ao orçamento inicial.

O Ministério Público informou que continuará acompanhando a execução da obra para verificar o cumprimento dos prazos e evitar novas paralisações até a entrega da unidade prisional.




