Na manhã do dia 18 de maio, a Polícia Civil do Estado de Roraima, por intermédio da Delegacia de São João da Baliza, cumpriu um mandado de prisão temporária em desfavor de G.C.F., de 44 anos. O indivíduo é acusado de perpetrar abusos sexuais contra a sobrinha de sua esposa, uma adolescente de apenas 14 anos.
A ação decorreu da expedição de um mandado de prisão pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Segundo informações fornecidas pelo delegado titular da Delegacia de São João da Baliza, Ricardo André Mendes, o acusado é suspeito de ter violentado a vítima de maneira reiterada desde que ela tinha quatro anos de idade.
O caso veio à tona após a elaboração de um boletim de ocorrência, registrado no dia 24 de abril deste ano, por uma monitora escolar no município de São Luiz do Anauá. A adolescente, não suportando mais a violência sexual, buscou auxílio na escola, relatando que sofria abusos por parte do marido de sua tia materna desde a infância. Inicialmente, os atos eram de natureza libidinosa, mas, com o passar do tempo, a violência evoluiu para a conjunção carnal.
De acordo com o depoimento da vítima, um dos episódios de abuso ocorreu na residência do acusado, quando ela se dirigiu à casa da tia para brincar com os primos. O acusado a trancou em um quarto e consumou a violência sexual. Adicionalmente, a vítima mencionou que os abusos também ocorreram na sede do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município, onde participava de aulas de artes marciais com seu primo. Ela relatou que sua mãe e avó estavam cientes dos fatos, mas não tomaram nenhuma providência.
O delegado explicou que a vítima não havia denunciado o caso anteriormente devido ao fato de o acusado prestar serviços à família, o que gerava receio de que sua ausência comprometesse o sustento do lar, uma vez que ele era o principal provedor da casa.
Diante da denúncia, a equipe do Conselho Tutelar realizou diligências na residência da adolescente, onde ela e sua mãe foram atendidas. Durante a escuta inicial, a vítima confirmou os relatos feitos no ambiente escolar e apresentou sinais visíveis de abalo emocional.
Com base nas informações obtidas, o delegado solicitou a prisão do acusado, a qual foi deferida pela Justiça, resultando na expedição de um mandado de prisão temporária por um período de 30 dias. A Polícia Civil cumpriu a ordem judicial na manhã desta segunda-feira, conduzindo o acusado à Delegacia para os trâmites legais de formalização da prisão, além de prepará-lo para a audiência de custódia.




