A Polícia Rodoviária Federal encerrou na última sexta-feira (15) a primeira fase da Operação Fronteira, uma mobilização nacional voltada ao combate ao crime organizado em corredores logísticos utilizados para tráfico internacional e crimes financeiros. A ação ocorreu entre os dias 10 e 15 de maio e abrangeu 11 estados brasileiros, incluindo Roraima.
A operação integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e teve como principal objetivo enfraquecer financeiramente organizações criminosas que atuam em áreas de fronteira e rotas estratégicas do país.
Durante os cinco dias de mobilização, a PRF intensificou fiscalizações em rodovias federais e realizou apreensões de grande impacto em diferentes regiões do Brasil.
Entre os casos de maior destaque está a apreensão de 260 mil dólares americanos, equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão, encontrada em um veículo abordado na BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O motorista foi preso em flagrante por crime financeiro.
Já na BR-174, em Manaus, policiais apreenderam quatro quilos de ouro em barras avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões. O material era transportado de forma escondida sob as palmilhas dos calçados de um passageiro de um ônibus que fazia a linha Manaus–Boa Vista.
A maior apreensão de drogas da operação ocorreu em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Em fiscalização na BR-163, equipes localizaram mais de oito toneladas de maconha escondidas sob uma carga de soja em um caminhão bitrem. Segundo a PRF, esta foi a terceira maior apreensão de entorpecentes registrada pela instituição em 2026.
Além do combate ao tráfico de drogas e armas, a Operação Fronteira também atuou no enfrentamento aos crimes ambientais. Em Roraima, uma ação conjunta entre a PRF e o Ibama desarticulou uma estrutura de garimpo ilegal dentro do Território Indígena Raposa Serra do Sol.


Durante a ação, os agentes inutilizaram piscinas de cianeto utilizadas no refino ilegal de ouro e apreenderam armas de fogo, mercúrio, cabos de detonação, motores, maquinários pesados e motocicletas usadas na atividade clandestina.
A diretora de Operações da PRF, Nádia Zilloti, destacou que operações integradas fortalecem a presença do Estado em regiões vulneráveis ao avanço de organizações criminosas.
Segundo ela, o objetivo é impedir que grupos ilegais utilizem áreas de difícil acesso para ampliar atividades criminosas e ambientais.
O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, afirmou que o policiamento rodoviário federal tem papel estratégico no combate ao fluxo de capital ilícito e no fornecimento de informações para investigações de grande porte conduzidas pelas polícias judiciárias.
Mesmo com o encerramento desta primeira etapa da Operação Fronteira, a PRF informou que seguirá com ações de fiscalização, inteligência e policiamento especializado em rodovias federais de todo o país.




