Quase 5 milhões de domicílios ainda queimam lixo no Brasil, aponta IBGE

Apesar dos avanços na coleta de resíduos, cerca de 4,7 milhões de domicílios brasileiros ainda utilizam a queima de lixo como destino final, prática considerada inadequada e prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e se referem ao ano de 2024.

Segundo o levantamento, a coleta de lixo no país alcançou 86,9% das residências, um crescimento em relação aos 82,7% registrados em 2016. Ainda assim, 6,1% dos domicílios continuam queimando resíduos.

A prática é muito mais comum em áreas rurais, onde atinge 50,5% das propriedades. Já nas zonas urbanas, o índice é bem menor, chegando a apenas 0,4%. As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais, com 14,4% e 13,1% dos domicílios, respectivamente, o que representa cerca de 3,5 milhões de residências.

Além disso, o levantamento aponta que 11,1 milhões de domicílios ainda descartam dejetos de forma inadequada, utilizando fossas rudimentares, valas ou despejando diretamente em rios e lagos.

O acesso ao saneamento básico também apresenta desigualdades significativas. Apenas 9,4% dos domicílios rurais possuem ligação com rede geral de esgoto ou fossas sépticas adequadas. No cenário nacional, o índice chega a 70,4%, mas há uma diferença expressiva entre áreas urbanas (78,1%) e rurais.

Riscos à saúde

A queima de lixo representa um risco à saúde pública, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. De acordo com o Ministério da Saúde, a exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e causar outros danos ao organismo.

A recomendação é evitar exposição à fumaça, manter ambientes fechados em períodos críticos, reduzir atividades ao ar livre e utilizar máscaras quando necessário. Em casos de sintomas, a orientação é buscar atendimento médico.

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